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Em 1982, ganhei Sansão, um gatinho lindo e muito especial, foi um presente vindo dos Estados Unidos Sansão tinha tons marrons (seal), um lindo queixo em cor branca que se abria em babador e depois escorregava numa fina faixa pela barriga. E o que eu achava mais lindo: ele tinha luvinhas brancas (mittens) nas quatro patinhas - era um seal mitted, foi o meu primeiro Ragdoll. Sempre amei animais. Quando nasci, meus pais tinham um cachorro branco (parecia um Samoieda) chamado Zuzu. Fui crescendo, conhecendo outros bichos... Cuidei de cada um que passou pela minha vida como se fosse o primeiro e o único. Cada um foi especial : Zuzu, o primeiro carinho; o Cavalo Álamo, que eu chamava, simplesmente, de Rinch; o gatinho Arisco; a coelha Fofi; o sapo Gino; o marreco Quequé... Mas Sansão foi o meu Rei, o Rei dos Reis. Todas as qualidades que se atribui a um típico Ragdoll, a um amigo, a quem se ama, são mínimas para descrevê-lo... Na verdade seria impossível contar como ele era... Falar sobre seu padrão e cor, fácil; sobre seus mais de 10 quilos, impressionante! Mas... Contar como ele podia entender tudo, como ele andava, sentia, vivia e era... Não há palavras. Todas as vezes que fiquei doente, ele ficou aos meus pés, velando por mim, incondicionalmente. Todas as vezes que estive triste, chateada, chorei, ele esteve lá, com seu ronronar amigo, com seu profundo e sereno olhar azul... Nas horas alegres ele estava brincalhão e participativo. Não há uma pessoa que o tenha conhecido que por ele não se tenha apaixonado... Inclusive os que não gostavam de gatos!!! Amigos me ligavam e sempre perguntavam: - E o Sansão??? Bem, eu poderia escrever dezenas de livros a respeito dele e certamente não conseguiria dizer nada. Tudo seria muito pouco. Em 15 de março de 1997, ele me deixou... Para os que amam seus gatos como eu, não é preciso dizer o que foi que senti, como foi que fiquei... Houve meses de silêncio, dor e tristeza. Menos de um ano depois, eu buscava loucamente um filhote de Ragdoll. No Brasil, nada!! Não existiam criadores. A raça não era conhecida. Começaram as minhas pesquisas: Criadores de outras raças, exposições, revistas importadas, internet... Escrevi, finalmente, para a TICA (The International Cat Association) e contei-lhes minha história, solicitando que me enviassem o endereço dos melhores e mais conceituados gatis de Ragdoll da época, pois eu queria outro Ragdoll, desesperadamente. Pouco tempo depois, a resposta: uma lista com cerca de 10 gatis. Escrevi para alguns, sempre contando a minha experiência. Recebi repostas solidárias, fiz muitos amigos que ocnservo até hoje em minha busca, pessoas que compreendiam o meu amor pelo Sansão, que sabiam, ainda mais do que eu, tudo que um Ragdoll pode ser e proporcionar. Novembro de 1998, Monty (meu tão amado blue mitted) chegou ao Brasil, vindo da Califórnia, terra natal do Ragdoll. E com ele nasceu o Gatil Montana's! Incentivada por amigos e pelo meu amor à raça, comecei a levar o Monty às exposições, afinal eu tinha comprado o melhor: um Show/Breeder!! Ele tornou-se um Maravilhoso Campeão da Raça, chegou a ganhar, entre tantos outros títulos o de Melhor da Raça em 1999, Segundo melhor Ragdoll Blue Mitted do Mundo, no Ano 2000, o de melhor da América do Sul... Decidi que não poderia mais ter um só... Precisava de uma companheira para ele. Precisava ter meus filhotes, precisava respirar mais Ragdoll. Precisava que as pessoas que amassem gatos como eu, conhecessem e tivessem a oportunidade de ter o seu próprio Ragdoll. E mais, que as pessoas que não gostassem de gatos travassem contato com eles, pois é impossível não amá-los, Sansão mostrou-me isso e todos os que vieram depois também. Este é o comecinho da história do Gatil Montana's, que se confunde com a minha, pois uma não existe sem a outra.
Cada Ragdoll que
tenho, cada Ragdoll que nasce aqui, é uma confirmação de tudo
que Sansão me mostrou, uma parte do que deixou em mim, fruto de amor
incondicional e total dedicação! Uma parte maravilhosa para
ser compartilhada com os que amem os Ragdolls como eu,
para os que queriam tornar-se parte de minha família Ragdoll!
Ah! Os amigos me chamam de Aninha.
Montana's Ragdolls Ana Viggiani São Paulo - Brasil
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